
Sidinei Dalagnese
CEO & Especialista em Holding Patrimonial
Resumo Executivo
Calcular a folha de pagamento corretamente em 2026 é essencial para garantir conformidade tributária e controle financeiro. Inclui salário bruto, descontos como INSS e IRRF, encargos patronais como FGTS e INSS patronal, e provisões para férias e 13º salário.
- Salário mínimo nacional em 2026 é R$ 1.518,00 conforme Decreto 12.302/2024
- INSS empregado com alíquotas progressivas de 7,5% a 14%
- FGTS fixo em 8% sobre o salário bruto
- IRRF isento até R$ 2.824,00 mensais
- Custo total pode aumentar até 70% acima do salário bruto em regimes tributários completos
O que é e como funciona a folha de pagamento em 2026
A folha de pagamento é o documento que detalha a remuneração dos colaboradores, incluindo salários, descontos e encargos legais. Em 2026, sua correta apuração é essencial para evitar passivos trabalhistas e fiscais, sobretudo em Santa Catarina, onde o piso nacional vigente é R$ 1.518,00.
Ela compõe o salário bruto, os descontos obrigatórios do empregado, como INSS e IRRF, e os encargos patronais, que englobam FGTS e INSS patronal, além das provisões legais para 13º salário e férias com adicional de um terço constitucional.
Entender cada componente e suas regras atualizadas é fundamental para o departamento pessoal das empresas, especialmente para as holdings familiares que buscam eficiência tributária e controle de custos.
- Salário bruto: base para todos os cálculos e descontos
- Descontos do empregado: INSS progressivo e IRRF com faixa de isenção
- Encargos do empregador: FGTS fixo e INSS patronal variável conforme regime
- Provisões: 13º salário e férias com adicional obrigatório
A folha de pagamento, portanto, é muito mais que o salário líquido, sendo uma ferramenta de gestão e planejamento financeiro crucial para as organizações.
Componentes e cálculos essenciais da folha
Para calcular a folha de pagamento corretamente em 2026, deve-se considerar os seguintes componentes e suas respectivas alíquotas e bases:
- Salário bruto: valor contratado que serve como base para todos os cálculos.
- INSS do empregado: alíquotas progressivas que variam entre 7,5% e 14%, aplicadas conforme a faixa salarial tributável.
- IRRF: isento até R$ 2.824,00 mensais, com alíquotas progressivas que vão até 27,5% para faixas superiores.
- FGTS: contribuição fixa de 8% sobre o salário bruto, recolhida pelo empregador.
- INSS patronal: 20% sobre a folha para empresas no Lucro Presumido ou Real, exceto para as do Simples Nacional que recolhem via DAS.
- Provisões: 13º salário provisionado mensalmente em 1/12 do salário e férias com adicional constitucional de 1/3 também provisionadas mensalmente.
Esses cálculos devem ser atualizados com as tabelas vigentes e respeitar os prazos legais para pagamento e recolhimento, sob risco de multas e passivos.
Exemplo prático de cálculo da folha
Para ilustrar, considere um salário bruto de R$ 5.000,00 para um empregado em uma empresa no Lucro Presumido:
- FGTS: 8% de R$ 5.000,00 = R$ 400,00
- INSS patronal: 20% de R$ 5.000,00 = R$ 1.000,00
- Provisão mensal 13º salário: 1/12 de R$ 5.000,00 = R$ 416,67
- Provisão mensal férias + 1/3: (R$ 5.000,00 × 1,3333) / 12 = R$ 555,56
O custo direto estimado antes dos descontos do empregado soma R$ 7.372,23, ou seja, 47,44% acima do salário bruto. Esse percentual pode aumentar com adicionais, horas extras e riscos trabalhistas.
Na prática, o desconto do INSS do empregado varia, por exemplo, para um salário de R$ 5.000,00, a alíquota aplicada seria de 14%, resultando em R$ 700,00 de desconto. O IRRF incidiria conforme a tabela vigente, considerando a isenção até R$ 2.824,00.
Este exemplo demonstra a importância de considerar todas as parcelas e encargos para controlar o custo real da folha.
Tenha sua folha de pagamento sempre correta e atualizada!
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Falar no WhatsAppImportância da folha na holding familiar
Em uma holding familiar, o controle da folha de pagamento é estratégico. Embora o principal foco da holding seja a gestão patrimonial e sucessória, a contratação de administradores, diretores ou funcionários implica custos trabalhistas que impactam no planejamento financeiro e tributário da empresa.
A folha pode influenciar diretamente no fluxo de caixa e na eficiência fiscal, sobretudo quando a holding possui regimes tributários que exigem recolhimentos específicos, como o INSS patronal de 20% no Lucro Presumido ou Real.
Centralização Patrimonial
Organiza ativos e facilita a gestão sucessória, reduzindo custos de inventário e ações judiciais.
Planejamento Tributário
Possibilita estratégias legais para minimizar impostos sobre a folha e distribuição de lucros.
Governança Empresarial
Melhora a administração da empresa e a transparência nas operações com funcionários.
Redução de Custos Sucessórios
Diminui impostos e custos cartoriais na transmissão patrimonial entre gerações.
Comparativo de regimes tributários e custos
O regime tributário da empresa impacta diretamente no custo da folha de pagamento. Veja a comparação entre os principais regimes:
| Regime | INSS Patronal | FGTS | Encargos Totais |
|---|---|---|---|
| Simples Nacional | Incluído no DAS | 8% | Variável conforme anexo |
| Lucro Presumido | 20% | 8% | Até 70% acima do salário bruto |
| Lucro Real | 20% | 8% | Até 70% acima do salário bruto |
Por exemplo, para um salário de R$ 10.000,00, o INSS patronal no Lucro Presumido ou Real representa R$ 2.000,00 mensais, totalizando R$ 24.000,00 anuais, sem contar FGTS e provisões legais.
Passo a passo para cálculo correto
- 1Definir o salário bruto contratual conforme o acordo com o empregado.
- 2Calcular os descontos do empregado: INSS progressivo e aplicar o IRRF conforme a tabela vigente, considerando a faixa de isenção.
- 3Calcular encargos patronais: FGTS fixo de 8% e INSS patronal de 20% para regimes fora do Simples Nacional.
- 4Provisionar mensalmente o 13º salário dividindo o valor do salário por 12.
- 5Provisionar as férias acrescidas do adicional constitucional de 1/3 e dividir por 12 para o custo mensal.
- 6Somar todos os valores para obter o custo total da folha e monitorar mensalmente para ajustes.
Erros comuns no cálculo da folha
Atenção aos principais erros que podem gerar passivos trabalhistas e fiscais:
- Enquadramento tributário incorreto da empresa ou da holding, gerando recolhimentos indevidos ou omissões.
- Base de cálculo errada para INSS e IRRF, deixando de considerar verbas variáveis ou adicionais.
- Omissão de provisões legais como 13º salário e férias com adicional, comprometendo o orçamento futuro.
- Falha no cumprimento dos prazos legais para pagamento e recolhimento dos encargos sociais.
- Desconhecimento das particularidades da folha na holding familiar, como impacto no planejamento tributário.
Corrigir esses pontos é fundamental para garantir a saúde financeira e a conformidade legal da empresa.
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QUERO REDUZIRPerguntas Frequentes sobre folha de pagamento como calcular
Qual é a base para calcular o INSS do empregado?
A base para cálculo do INSS do empregado é a remuneração tributável, que inclui o salário bruto e adicionais sujeitos à contribuição. As alíquotas são progressivas, variando de 7,5% a 14% conforme a faixa salarial.
Como é calculado o FGTS na folha de pagamento?
O FGTS corresponde a 8% do salário bruto pago pelo empregador, sem desconto para o empregado. Esse valor é recolhido mensalmente para a conta vinculada do trabalhador.
Quando a holding familiar deve considerar a folha de pagamento?
A holding familiar deve considerar a folha quando contrata funcionários ou administradores. Esses custos impactam no planejamento tributário e financeiro, sendo importante gerenciar corretamente para evitar surpresas.
Qual a importância das provisões de férias e 13º salário?
As provisões garantem o pagamento futuro dessas verbas obrigatórias, evitando impactos financeiros negativos e garantindo que os encargos trabalhistas estejam contabilizados mês a mês.
O que pode acontecer se houver erro no cálculo da folha?
Erros podem gerar multas, passivos previdenciários, ações trabalhistas e problemas fiscais. Além disso, prejudicam o fluxo de caixa e a confiança dos colaboradores e órgãos fiscalizadores.
Como o IRRF é aplicado na folha de pagamento em 2026?
O IRRF tem faixa de isenção até R$ 2.824,00. Para valores acima, aplica-se alíquotas progressivas até 27,5%, deduzidos valores fixos conforme a tabela vigente, ajustando o desconto mensal do empregado.
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Referências Legais e Técnicas
- Decreto 12.302/2024 – Salário mínimo nacional em 2026
- Artigo 7º, inciso XVII, da Constituição Federal de 1988 – Direito às férias com adicional de 1/3
- Tabela INSS 2026 – Alíquotas progressivas de 7,5% a 14%
- Tabela IRRF 2026 – Isenção até R$ 2.824,00 e alíquotas progressivas até 27,5%
- Legislação FGTS – Contribuição fixa de 8%
- Manual Contábil SC – Guia prático para cálculo de folha e encargos
- Normas específicas para holdings familiares e planejamento tributário – Contabilidade Dalagnese

Sidinei Dalagnese
Contador · CRC/SC 025.786/O-8 · CEO & Fundador — Dalagnese Contabilidade
Contador com mais de 25 anos de experiência em planejamento tributário, holding familiar e sucessão patrimonial em Jaraguá do Sul e região Norte Catarinense. Fundador da Dalagnese Contabilidade, referência em estruturação de holdings e gestão fiscal para famílias empresárias de Santa Catarina.
Disclaimer legal e técnico: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não constituindo consultoria jurídica, contábil ou tributária. As informações aqui apresentadas são de caráter geral e podem não se aplicar à situação específica de cada leitor. Para análise personalizada do seu caso, consulte um profissional habilitado com registro ativo no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e/ou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Conteúdo revisado por Sidinei Dalagnese (CRC/SC 025.786/O-8) em 02 de Julho de 2026. A Dalagnese Contabilidade não se responsabiliza por decisões tomadas com base exclusiva nas informações deste artigo sem consulta profissional prévia.
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